Síndrome mão-pé-boca


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Essa semana foi punk. Fomos todos acometidos por uma gripe muito forte que nos causou muita dor de cabeça.

Há umas duas semanas, Lorenzo ganhou um cachorrinho. Uma Border Collie chamada Lola. 



Até ai tudo lindo. Porém, na quinta- identificamos umas lesões nas nadegas dele, parecendo que ele havia sentado em algum lugar, o que desencadeou uma reação alérgica. OK! 

O sábado chegou e com ele Lorenzo já não queria se alimentar, ficando somente com o leite materno, e sim Lorenzo ainda mama. Graças a Deus por isso! Então, notamos que ele estava com a garganta muito inflamada, tadinho, e decidimos levá-lo ao Pronto Atendimento. Eu já tinha marcado consulta para dia 16/12 com o pediatra, mas como diz minha mãe, é melhor prevenir do que remediar.

Levamos ele ao pronto atendimento e o pediatra de plantão nos disse que ele estava com a garganta inflamada e com dermatite de contato (as tais lesões no bumbum, mãos e pés). Até ai ok, compramos os medicamentos receitados e começamos a cuidar da tal dermatite.

Após o inicio do tratamento, já no domingo reparamos que as lesões da pele já estavam secando, graças a Deus, porém Lorenzo não queria se alimentar, e eu só consegui fazê-lo comer angu bem ralinho. Na segunda eu levei ele pro meu sogro olhar e foi um Deus nos acuda, por que toda criança doente só quer a mãe.

Mas passou tudo ok! Ontem, tinha consulta dele, e então eu sai mais cedo do trabalho para poder levá-lo ao médico. A médica foi super atenciosa e eu dessa vez me senti segura quanto às consultas dele. Ela olhou e examinou com muito carinho, mesmo ele esguelando de chorar.

No final das contas ele não tinha garganta inflamada e nem dermatite de contato. O que ele tinha então? Sindrome da mão-pé-boca.

Eu sabia mais ou menos o que era, mas para quem não sabe, vou colocar aqui tudo direitinho.

É uma doença causada pelo vírus Coxsackie, e menos freqüentemente pelos enterovírus (os vírus que causam diarréia).Altamente infecciosa e contagiosa em crianças, principalmente abaixo de 5 anos de idade. Nas crianças em fase escolar ocorre com menos freqüência e raramente ocorre em adultos.
Os surtos são mais freqüentes na primavera e no outono. 




Fonte: Google Images

Transmissão
A transmissão se dá pela via fecal – oral, isto é, através da ingestão do vírus por mãos sujas, alimentos mal lavados ou mal cozidos que tiveram contato com fezes contaminadas. Logo, não há necessidade de isolamento da criança, desde que observadas as condições mínimas de higiene para evitar a transmissão

Quadro clínico
Usualmente o período de incubação é de 4 a 6 dias.
Apresenta febre de intensidade variável, porém alguns casos podem ocorrer sem febre.
Habitualmente a criança apresenta estomatite (aftas) e gânglios aumentados no pescoço.
Surgem a seguir, em pés e mãos, lesões vesiculosas (como pequenas bolhas) branco-acinzentadas com base avermelhada, não pruriginosas e não dolorosas. Daí o nome “doença da mão – pé – boca”. As lesões podem aparecer também na área da fralda.
Trata-se de uma infecção de natureza moderada que regride entre 5 e 7 dias.

Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, pois o quadro é bem característico.
Geralmente não é preciso realizar exames complementares.

Tratamento
É sintomático. Inclui medidas orientadas para as viroses de uma maneira geral:
- repouso, alimentação leve e boa ingestão de líquidos.
A febre, se presente, pode ser controlada com o antitérmico prescrito pelo pediatra.
Idas freqüentes ao pronto-socorro não alteram a evolução natural da doença, pois o quadro é auto-limitado, ou seja, melhora espontaneamente com a própria defesa do organismo.
Em alguns poucos casos, quando as lesões da boca comprometem a ingestão de líquidos, faz-se necessário internação para hidratação endovenosa.


No final das contas, agora só temos que esperar que Lorenzo se torne imune ao vírus, que ele não terá mais essa síndrome. Ele está bem melhor, mas como emagreceu, a médica pediu para fazer regime de engorda, evitando alimentos duros, quentes, e condimentados, para que se evite também a proliferação de fungos.

E então mamães e papais me contem se seus filhos tiveram essa síndrome e como foi com vocês.




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